Wo es Freiheit

  • Arquivo
  • RSS
  • Ask me
Lábios fartos, pele morena, baixa estatura, sorriso bonito, gosto doce e peitos grandes. A combinação perfeita para me tirar do sério. Ela é gentil, bonita e me quebra com aquele olhar de pseudo-ingenuidade.
Eu tenho o estranho hábito de me apegar no papo dela, no sorriso, no cheiro e no fato dela ser gostosa. Implicamos mutuamente e a rotina da mesmice e das indiretas torna a nossa situação cômica e incerta. Eu abraço e digo que não me importo, ela me aperta, sorri e diz ‘você é muito chato, garoto’. Eu me preocupo com ela e cuido, mas com a distância que me permita a fuga caso algo dê errado. Ela é sagaz, joga dardos certeiros e não quer se envolver com medo de se machucar novamente.
Ela reclama quando não respondo as mensagens e diz que sente saudade, eu sorrio dando uma desculpa qualquer só para não afirmar que me envolver pode ser perigoso demais. Ela me sonda para saber se eu vou sair no final de semana e eu encarno o melhor detetive da Scotland Yard a fim de descobrir quais foram as ações dela na sexta anterior.
Eu poderia convidá-la para dar uma volta, mas correríamos o risco de nos perder. Em devaneios da madrugada penso que possa ser ela a garota certa pra mim, mas tudo isso pode não passar de uma resenha qualquer de um filme de comédia romântica mal escrito ou talvez eu esteja mesmo me apaixonando pelos seus olhos. Não posso. Eu sempre soube que ela era um problema.
Sem desculpas e sem sair pela tangente, ela está na minha mira. Resta saber se vou dar um tiro certeiro e me afundar e afundar o navio dela ou se vai ser tiro na água, mas ela pode ficar comigo pra sempre ou ela pode ficar comigo por enquanto. Vai saber…  Vou saber. É como um café gelado na manhã… doce, mas frio.
 
- Por Ego Inquietus
View Separately

Lábios fartos, pele morena, baixa estatura, sorriso bonito, gosto doce e peitos grandes. A combinação perfeita para me tirar do sério. Ela é gentil, bonita e me quebra com aquele olhar de pseudo-ingenuidade.

Eu tenho o estranho hábito de me apegar no papo dela, no sorriso, no cheiro e no fato dela ser gostosa. Implicamos mutuamente e a rotina da mesmice e das indiretas torna a nossa situação cômica e incerta. Eu abraço e digo que não me importo, ela me aperta, sorri e diz ‘você é muito chato, garoto’. Eu me preocupo com ela e cuido, mas com a distância que me permita a fuga caso algo dê errado. Ela é sagaz, joga dardos certeiros e não quer se envolver com medo de se machucar novamente.

Ela reclama quando não respondo as mensagens e diz que sente saudade, eu sorrio dando uma desculpa qualquer só para não afirmar que me envolver pode ser perigoso demais. Ela me sonda para saber se eu vou sair no final de semana e eu encarno o melhor detetive da Scotland Yard a fim de descobrir quais foram as ações dela na sexta anterior.

Eu poderia convidá-la para dar uma volta, mas correríamos o risco de nos perder. Em devaneios da madrugada penso que possa ser ela a garota certa pra mim, mas tudo isso pode não passar de uma resenha qualquer de um filme de comédia romântica mal escrito ou talvez eu esteja mesmo me apaixonando pelos seus olhos. Não posso. Eu sempre soube que ela era um problema.

Sem desculpas e sem sair pela tangente, ela está na minha mira. Resta saber se vou dar um tiro certeiro e me afundar e afundar o navio dela ou se vai ser tiro na água, mas ela pode ficar comigo pra sempre ou ela pode ficar comigo por enquanto. Vai saber…  Vou saber. É como um café gelado na manhã… doce, mas frio.

 

- Por Ego Inquietus

    • #Texto
    • #Text
    • #EgoInquietus
    • #incerteza
    • #batalhanaval
    • #risco
    • #paixão
    • #Apego
  • Há 3 semanas
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Eu abro a minha cerveja e ela não está do meu lado para falar que eu não devia beber em plena quinta-feira, que devia me dedicar mais, ser mais sério e menos infantil. Ela ia enrugar o nariz, franzir a testa, me olhar fixamente e sair de perto tentando segurar o riso, dizendo que eu não tenho jeito.
A golada desce a seco e a idealização se dissipa mostrando a realidade.. ela não está aqui, mas esse não é mais um texto de sentimentalismo barato com a adição de uma dose de sofrimento. Acho que nessa história não há tempo para lamentações, em algum momento nos perdemos, mas talvez tenha sido para cada um se encontrar.
Parafraseando C. Falcão, eu tinha jurado pra mim que essa não seria pra você e agora é. Eu rôo as unhas enquanto tenho uma madrugada nostálgica e fico lembrando dela dizendo o quanto eu sou errado e o quanto ela comete erros, que eu sou indeciso, mas ela ria das minhas mesmices, das minhas babaquices como que um incentivo.
Eu não pude mostrá-la o quão doce pode ser o gosto amargo da cerveja. Eu não trocaria esse momento de reflexão, já não cabemos mais, ela está em algum lugar qualquer e eu conversando besteiras e fazendo planos em plena madrugada e sem choramingo a gente segue cada um o seu caminho e talvez estejamos bêbados em lugares distintos da cidade, eu pensando em outra doida e ela sabe-se lá onde, mas estamos bem. Passou, mas valeu a pena.  
- Por Ego Inquietus
View Separately

Eu abro a minha cerveja e ela não está do meu lado para falar que eu não devia beber em plena quinta-feira, que devia me dedicar mais, ser mais sério e menos infantil. Ela ia enrugar o nariz, franzir a testa, me olhar fixamente e sair de perto tentando segurar o riso, dizendo que eu não tenho jeito.

A golada desce a seco e a idealização se dissipa mostrando a realidade.. ela não está aqui, mas esse não é mais um texto de sentimentalismo barato com a adição de uma dose de sofrimento. Acho que nessa história não há tempo para lamentações, em algum momento nos perdemos, mas talvez tenha sido para cada um se encontrar.

Parafraseando C. Falcão, eu tinha jurado pra mim que essa não seria pra você e agora é. Eu rôo as unhas enquanto tenho uma madrugada nostálgica e fico lembrando dela dizendo o quanto eu sou errado e o quanto ela comete erros, que eu sou indeciso, mas ela ria das minhas mesmices, das minhas babaquices como que um incentivo.

Eu não pude mostrá-la o quão doce pode ser o gosto amargo da cerveja. Eu não trocaria esse momento de reflexão, já não cabemos mais, ela está em algum lugar qualquer e eu conversando besteiras e fazendo planos em plena madrugada e sem choramingo a gente segue cada um o seu caminho e talvez estejamos bêbados em lugares distintos da cidade, eu pensando em outra doida e ela sabe-se lá onde, mas estamos bem. Passou, mas valeu a pena.  

- Por Ego Inquietus

    • #Texto
    • #Text
    • #Nostalgia
    • #Cerveja
    • #Erro
    • #Beer
    • #EgoInquietus
    • #Passado
  • Há 1 mês
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Nos tempos modernos a busca desenfreada pelo amor na tentativa de substituir o vazio deixado pelas relações macarrão instantâneo ou até mais rápidas tem levantado algumas discussões. Será que encontrar a outra metade da laranja completa esse espaço?
Será o amor o Prozac do século XXI?
Os benefícios da Fluoxetina são inegáveis, mas ainda sim podem ser discutíveis, mas vamos nos ater ao Prozac do século XXI. Dizem os estudiosos que ele causa benefícios incomparáveis, dilatação da pupila, acelera batimentos cardíacos, causa sensação de êxtase e prazer. Todavia, as letras pequenas da bula inexistente dizem que o uso errado desse medicamento pode causar dependência.
O mecanismo de ação desse remédio é simples, o olho no olho, sorriso de canto de boca, boca na boca, mão na bunda, respeito, cumplicidade e afeto mútuo. É simples em teoria.
Contra-indicado em caso de vazio interior, visto que o fármaco Prozac do século XXI não tem a capacidade de completar o paciente, visando apenas complementar, somar. E o uso contínuo de forma não indicada causam efeitos devastadores, muitas vezes irreversíveis.
A posologia depende de como o paciente lida com o remédio, não devendo ser prescrita e sim testada individualmente. A duração da ação e seus benefícios são simples: enquanto houver reciprocidade.
Os efeitos adversos desse medicamento são enormes: stress, dor de cabeça, irritação e algumas vezes até decepção. Há que se saber utilizar esse medicamento com sabedoria, para fins terapêuticos e para o fim que ele foi destinado e lidar com todos os seus benefícios e efeitos colaterais.
Se vale a pena? Tenta a sorte e se prescreve.

- Por Ego Inquietus  

A utilização do fármaco Prozac ® deve ser feita apenas com prescrição médica. Procure um especialista.
View Separately

Nos tempos modernos a busca desenfreada pelo amor na tentativa de substituir o vazio deixado pelas relações macarrão instantâneo ou até mais rápidas tem levantado algumas discussões. Será que encontrar a outra metade da laranja completa esse espaço?

Será o amor o Prozac do século XXI?

Os benefícios da Fluoxetina são inegáveis, mas ainda sim podem ser discutíveis, mas vamos nos ater ao Prozac do século XXI. Dizem os estudiosos que ele causa benefícios incomparáveis, dilatação da pupila, acelera batimentos cardíacos, causa sensação de êxtase e prazer. Todavia, as letras pequenas da bula inexistente dizem que o uso errado desse medicamento pode causar dependência.

O mecanismo de ação desse remédio é simples, o olho no olho, sorriso de canto de boca, boca na boca, mão na bunda, respeito, cumplicidade e afeto mútuo. É simples em teoria.

Contra-indicado em caso de vazio interior, visto que o fármaco Prozac do século XXI não tem a capacidade de completar o paciente, visando apenas complementar, somar. E o uso contínuo de forma não indicada causam efeitos devastadores, muitas vezes irreversíveis.

A posologia depende de como o paciente lida com o remédio, não devendo ser prescrita e sim testada individualmente. A duração da ação e seus benefícios são simples: enquanto houver reciprocidade.

Os efeitos adversos desse medicamento são enormes: stress, dor de cabeça, irritação e algumas vezes até decepção. Há que se saber utilizar esse medicamento com sabedoria, para fins terapêuticos e para o fim que ele foi destinado e lidar com todos os seus benefícios e efeitos colaterais.

Se vale a pena? Tenta a sorte e se prescreve.

- Por Ego Inquietus  

A utilização do fármaco Prozac ® deve ser feita apenas com prescrição médica. Procure um especialista.

    • #Amor
    • #Prozac
    • #EgoInquietus
    • #Texto
    • #Text
    • #Loucura
    • #Êxtase
    • #Prazer
    • #Felicidade
  • Há 2 meses
  • 4
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
São elas que fazem a gente virar a cabeça acompanhando o andar bunda e quase bater de cara em um poste, são elas que conseguem fazer com que percamos o controle, são elas que tiram a gente do sério. São elas que mandam no mundo. Não se iluda, malandro.. a gente pode até brincar com elas, com seus sentimentos, mas quando elas resolvem brincar, tiram de letra e mostram que nessa guerra não existe sexo frágil.
Elas são bipolares, incompreensíveis e chatas demais quando estão na época pré sangramento fisiológico, são tão inteligentes que até inventaram uma sigla para justificar tal mudança de humor nesse período. Sagazes como sempre tem a capacidade de sempre nos transformar em os errados da história, mesmo quando estamos certos.
Elas brigam, reclamam, falam que não valemos nada, choram, são frágeis e falam que precisam de proteção, mas se preciso for elas queimam sutiã em praça pública se algum de nós ousar questionar sua liberdade ou competência. Precisam de proteção? Balela. Nós que precisamos de proteção. Como não resistir ao olhar, ao sorriso, ao corpo, ao papo… a tudo de uma mulher?
Elas ainda vão dominar o mundo pisando só na ponta dos pés e passando aqueles troços todos na cara, nas unhas e reclamando que não reparamos nisso e nem quando elas cortam um milímetro de cabelo. Mal sabem elas que não reparamos nessas coisas porque o que mais nos atrai são elas, na essência, naturalmente.
Elas vieram de um planeta diferente, mas para a nossa sorte caíram na Terra e nos dão o ar de suas graças. Quem somos nós? Precisamos delas até para nascer, parceiro.
Elas merecem amor, respeito, cuidado. Nós merecemos paciência, saco e uma delas.
- Por Ego Inquietus
View Separately

São elas que fazem a gente virar a cabeça acompanhando o andar bunda e quase bater de cara em um poste, são elas que conseguem fazer com que percamos o controle, são elas que tiram a gente do sério. São elas que mandam no mundo. Não se iluda, malandro.. a gente pode até brincar com elas, com seus sentimentos, mas quando elas resolvem brincar, tiram de letra e mostram que nessa guerra não existe sexo frágil.

Elas são bipolares, incompreensíveis e chatas demais quando estão na época pré sangramento fisiológico, são tão inteligentes que até inventaram uma sigla para justificar tal mudança de humor nesse período. Sagazes como sempre tem a capacidade de sempre nos transformar em os errados da história, mesmo quando estamos certos.

Elas brigam, reclamam, falam que não valemos nada, choram, são frágeis e falam que precisam de proteção, mas se preciso for elas queimam sutiã em praça pública se algum de nós ousar questionar sua liberdade ou competência. Precisam de proteção? Balela. Nós que precisamos de proteção. Como não resistir ao olhar, ao sorriso, ao corpo, ao papo… a tudo de uma mulher?

Elas ainda vão dominar o mundo pisando só na ponta dos pés e passando aqueles troços todos na cara, nas unhas e reclamando que não reparamos nisso e nem quando elas cortam um milímetro de cabelo. Mal sabem elas que não reparamos nessas coisas porque o que mais nos atrai são elas, na essência, naturalmente.

Elas vieram de um planeta diferente, mas para a nossa sorte caíram na Terra e nos dão o ar de suas graças. Quem somos nós? Precisamos delas até para nascer, parceiro.

Elas merecem amor, respeito, cuidado. Nós merecemos paciência, saco e uma delas.

- Por Ego Inquietus

    • #DiadaMulher
    • #Texto
    • #Text
    • #EgoInquietus
    • #Mulher
    • #humor
    • #Elas
  • Há 2 meses
  • 11
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
No geral aquela tese de que José gosta de Julia, que gosta de Pedro, que gosta de Marina que namora Lucas tem a sua aplicabilidade na vida. Parece que nunca estamos satisfeitos e estamos sempre na busca daquilo que nós não temos. Perdemos dias, meses, pensando e sofrendo por alguém ou alguma coisa que não pode ser nosso ou que até pode, mas não quer ser.  
O engraçado é que não olhamos em volta, não percebemos que talvez nós sejamos o objetivo de alguém ou pior, a gente percebe, mas a gente gosta mesmo é da Aline e ignoramos qualquer outra.
O grande barato é que sempre estamos na busca de alguma coisa que nos complete e faça com que nos sintamos bem, mas os nossos olhos estão sempre de olho no que não vai nos completar nem a porrada. Nós, seres humanos, reles mortais não gostamos da segurança, não gostamos da certeza e não lidamos bem com isso. A insegurança é afrodisíaca, meu amigo.
Tenho umas teorias que contradizem tudo que aprendemos nos filmes de comédia romântica americanos, que somos obrigados a ver. Por mais que a gente diga que queremos alguém que consiga decifrar o nosso pensamento e que nós consigamos fazer o mesmo, o que nós queremos mesmo é aquele frio na barriga e a incerteza do olhar à sua frente.
Há extremistas por aí que vivem divulgando aquela teoria do amor água com açúcar, que sabe cada pensamento do outro e que adora o fato de respirar a pessoa. Eu sinto pena dessas pessoas. Já pensou? Elas nunca sentiram aquele arrepio na espinha ao esperar uma resposta, nunca olharam o celular de cinco em cinco minutos para ver se a mensagem foi respondida, nunca tiveram um olhar de incerteza e aquele sorriso de canto de boca. Que merda!
Sou mais aquele sentimento arrebatador, que queima as juntas de raiva, mas ao mesmo tempo faz com que nos desmontem com um olhar, um sorriso, um beijo.
Retomando a aplicabilidade da tese inicial, Julia só gosta de Pedro porque ele é incerto para ela e assim sucessivamente, ou talvez não, mas é inegável que a incerteza move o desejo. Você não precisa saber exatamente como se sentir quanto a isso e a graça fica por conta de não sabermos quem de nós vai desabar.
E essa minha teoria da conspiração é calçada na areia, podendo ser quebrada pela certeza mais concreta e chata, mas se você preferir pode provar o quão bom e feliz pode ser algo incerto.

- Por Ego Inquietus 
Pop-upView Separately

No geral aquela tese de que José gosta de Julia, que gosta de Pedro, que gosta de Marina que namora Lucas tem a sua aplicabilidade na vida. Parece que nunca estamos satisfeitos e estamos sempre na busca daquilo que nós não temos. Perdemos dias, meses, pensando e sofrendo por alguém ou alguma coisa que não pode ser nosso ou que até pode, mas não quer ser.  

O engraçado é que não olhamos em volta, não percebemos que talvez nós sejamos o objetivo de alguém ou pior, a gente percebe, mas a gente gosta mesmo é da Aline e ignoramos qualquer outra.

O grande barato é que sempre estamos na busca de alguma coisa que nos complete e faça com que nos sintamos bem, mas os nossos olhos estão sempre de olho no que não vai nos completar nem a porrada. Nós, seres humanos, reles mortais não gostamos da segurança, não gostamos da certeza e não lidamos bem com isso. A insegurança é afrodisíaca, meu amigo.

Tenho umas teorias que contradizem tudo que aprendemos nos filmes de comédia romântica americanos, que somos obrigados a ver. Por mais que a gente diga que queremos alguém que consiga decifrar o nosso pensamento e que nós consigamos fazer o mesmo, o que nós queremos mesmo é aquele frio na barriga e a incerteza do olhar à sua frente.

Há extremistas por aí que vivem divulgando aquela teoria do amor água com açúcar, que sabe cada pensamento do outro e que adora o fato de respirar a pessoa. Eu sinto pena dessas pessoas. Já pensou? Elas nunca sentiram aquele arrepio na espinha ao esperar uma resposta, nunca olharam o celular de cinco em cinco minutos para ver se a mensagem foi respondida, nunca tiveram um olhar de incerteza e aquele sorriso de canto de boca. Que merda!

Sou mais aquele sentimento arrebatador, que queima as juntas de raiva, mas ao mesmo tempo faz com que nos desmontem com um olhar, um sorriso, um beijo.

Retomando a aplicabilidade da tese inicial, Julia só gosta de Pedro porque ele é incerto para ela e assim sucessivamente, ou talvez não, mas é inegável que a incerteza move o desejo. Você não precisa saber exatamente como se sentir quanto a isso e a graça fica por conta de não sabermos quem de nós vai desabar.

E essa minha teoria da conspiração é calçada na areia, podendo ser quebrada pela certeza mais concreta e chata, mas se você preferir pode provar o quão bom e feliz pode ser algo incerto.

- Por Ego Inquietus 

    • #Texto
    • #Text
    • #Incerto
    • #Incerteza
    • #Amor
    • #Teoria
    • #EgoInquietus
  • Há 3 meses
  • 4
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Eu nunca entendi essa busca incessante pelo amor perfeito. Não entendo essa busca pelos telefonemas do dia seguinte, por ter que andar de mãos dadas para exibir felicidade e nem o desejo de viver ao som de uma trilha sonora água com açúcar.
As pessoas estão procurando mimimi ao invés de relacionamentos. O que há de errado em não ligar no dia seguinte se eu fiquei lembrando o dia inteiro o tempo que passei com ela? O que há de errado em ficar em silêncio quando o assunto acaba? Que tal um beijo? Ou que tal o silêncio?
Acho que existem outras formas de amar que não aquelas de comédias românticas enjoativas e mesmo que não seja amor há outras formas mais interessantes de se estar junto, talvez até mais junto. Quem foi que disse que tem que ser amor? Quem foi que disse que não tem que ser?
Acho válido aquele beijo sufocante em um encontro qualquer e até aquela mão marota procurando aquele lugar mais excitante, acho válido aquela mordida na orelha de leve e qual o problema de deixar uma marca na nuca?
O colar dos corpos, o sentir da respiração, uma puxada de cabelo, uma mordida no queixo e um olhar que penetra a alma e diz: “estou aqui com você.” às vezes é mais importante do que qualquer declaração dita. Não procure em palavras o que o corpo nos diz.
Não me entenda mal. Não sou contra o romantismo.. abrir a porta do carro, levar pra jantar, assistir filmes chatos só para agradá-la e todas aquelas coisas que o cavalheirismo prega também são importantes. Não proponho mais sacanagem e menos amor. Por que não os dois?  
Acho importante puxar a cadeira para ela se sentar, mas porque não puxar para ela cair e eu segurá-la com um sorriso implicante só para fazer valer o riso? Ela vai enrugar o nariz e me chamar de chato. E qual o problema dela me chamar de chato se nas entrelinhas o que ela está dizendo é que gosta de estar comigo? Valeu o riso, valeu o beijo. Valeu a pena.

- Por Ego Inquietus
View Separately

Eu nunca entendi essa busca incessante pelo amor perfeito. Não entendo essa busca pelos telefonemas do dia seguinte, por ter que andar de mãos dadas para exibir felicidade e nem o desejo de viver ao som de uma trilha sonora água com açúcar.

As pessoas estão procurando mimimi ao invés de relacionamentos. O que há de errado em não ligar no dia seguinte se eu fiquei lembrando o dia inteiro o tempo que passei com ela? O que há de errado em ficar em silêncio quando o assunto acaba? Que tal um beijo? Ou que tal o silêncio?

Acho que existem outras formas de amar que não aquelas de comédias românticas enjoativas e mesmo que não seja amor há outras formas mais interessantes de se estar junto, talvez até mais junto. Quem foi que disse que tem que ser amor? Quem foi que disse que não tem que ser?

Acho válido aquele beijo sufocante em um encontro qualquer e até aquela mão marota procurando aquele lugar mais excitante, acho válido aquela mordida na orelha de leve e qual o problema de deixar uma marca na nuca?

O colar dos corpos, o sentir da respiração, uma puxada de cabelo, uma mordida no queixo e um olhar que penetra a alma e diz: “estou aqui com você.” às vezes é mais importante do que qualquer declaração dita. Não procure em palavras o que o corpo nos diz.

Não me entenda mal. Não sou contra o romantismo.. abrir a porta do carro, levar pra jantar, assistir filmes chatos só para agradá-la e todas aquelas coisas que o cavalheirismo prega também são importantes. Não proponho mais sacanagem e menos amor. Por que não os dois?  

Acho importante puxar a cadeira para ela se sentar, mas porque não puxar para ela cair e eu segurá-la com um sorriso implicante só para fazer valer o riso? Ela vai enrugar o nariz e me chamar de chato. E qual o problema dela me chamar de chato se nas entrelinhas o que ela está dizendo é que gosta de estar comigo? Valeu o riso, valeu o beijo. Valeu a pena.

- Por Ego Inquietus

    • #text
    • #texto
    • #EgoInquietus
    • #Sacanagem
    • #Amor
  • Há 3 meses
  • 19
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Esta noite eu vou contar a história mais fria de todas. Reza a lenda que ele era um príncipe, galanteador, herdeiro do trono de um grande reino, sucessor de uma famosa dinastia.. era o sonho de qualquer plebéia. Entretanto uma grande maldição foi lançada sobre ele… a maldição do amor e não, não era um bom amor, era um amor ilusório e de reciprocidade duvidosa. Ele abandonou o castelo, se afastou das redondezas do reino e o que se ouve falar por aí é que mora em uma caverna qualquer.
Dizem que ele desacreditou do amor e de suas adjacências, já ouvi falar que ele nem tem mais coração e passa o dia com o sorriso sádico conquistando moças inocentes e não telefonando no dia seguinte.  Ele promete amor por uma noite e nada de envolvimento, ele tem todas que  quer, mas a maldição o impede de se apegar a qualquer uma.
Um grande dia uma bela donzela bateu na porta do ogro, estava bem vestida, perfumada e aparentava uma doce inocência. Claramente ela era integrante da nobreza de um reino vizinho.
Ele sorriu sabendo que seria mais uma de suas presas. Ela sorriu e prometeu não se envolver, aparentemente feitos um para o outro, aproveitaram cada momento, fizeram juras falsas e foram felizes por uma noite.
A donzela foi para casa e ela já não era a mesma, se envolveu e se entregou. Ele é forte, um príncipe em pele de ogro ou um ogro em pele de príncipe, que seja, é forte, resistiu. A maldição parecia indissolúvel.
Balela. Ouvi dizer que ele foi em busca da tal moça contar para ela que o que ele tinha nos braços dela não conseguia ter nos braços de outra. Ele procurou saber quem era a tal princesa, qual era o seu nome, ele queria achar a donzela que foi capaz de fazer ele sentir um resquício de sentimento, mas ela sumiu sem rastros.
Ele já não tinha esperanças, já havia se resignado à sua sorte. Andando pelos bosques na divisa do reino eles se esbarraram e sorriram. Não foi dita palavra alguma, ela sabia que estava apaixonada pelo ogro e que por mais que tivesse conseguido despertar algum sentimento.. ele era um ogro, não ia mudar. Ele sabia que ela era no fundo uma mocinha romântica se fazendo de uma princesa decidida autoconfiante, mas meu amigo.. de alguma forma misteriosa eles se completavam. Dizem por aí que estão juntos até agora vivendo uma história, não de amor, melhor, a história deles. Governam o mundinho particular… Estão felizes e não esperaram o final.
Ainda bem que não acreditamos em contos de fada. 
- Por Ego Inquietus
View Separately

Esta noite eu vou contar a história mais fria de todas. Reza a lenda que ele era um príncipe, galanteador, herdeiro do trono de um grande reino, sucessor de uma famosa dinastia.. era o sonho de qualquer plebéia. Entretanto uma grande maldição foi lançada sobre ele… a maldição do amor e não, não era um bom amor, era um amor ilusório e de reciprocidade duvidosa. Ele abandonou o castelo, se afastou das redondezas do reino e o que se ouve falar por aí é que mora em uma caverna qualquer.

Dizem que ele desacreditou do amor e de suas adjacências, já ouvi falar que ele nem tem mais coração e passa o dia com o sorriso sádico conquistando moças inocentes e não telefonando no dia seguinte.  Ele promete amor por uma noite e nada de envolvimento, ele tem todas que  quer, mas a maldição o impede de se apegar a qualquer uma.

Um grande dia uma bela donzela bateu na porta do ogro, estava bem vestida, perfumada e aparentava uma doce inocência. Claramente ela era integrante da nobreza de um reino vizinho.

Ele sorriu sabendo que seria mais uma de suas presas. Ela sorriu e prometeu não se envolver, aparentemente feitos um para o outro, aproveitaram cada momento, fizeram juras falsas e foram felizes por uma noite.

A donzela foi para casa e ela já não era a mesma, se envolveu e se entregou. Ele é forte, um príncipe em pele de ogro ou um ogro em pele de príncipe, que seja, é forte, resistiu. A maldição parecia indissolúvel.

Balela. Ouvi dizer que ele foi em busca da tal moça contar para ela que o que ele tinha nos braços dela não conseguia ter nos braços de outra. Ele procurou saber quem era a tal princesa, qual era o seu nome, ele queria achar a donzela que foi capaz de fazer ele sentir um resquício de sentimento, mas ela sumiu sem rastros.

Ele já não tinha esperanças, já havia se resignado à sua sorte. Andando pelos bosques na divisa do reino eles se esbarraram e sorriram. Não foi dita palavra alguma, ela sabia que estava apaixonada pelo ogro e que por mais que tivesse conseguido despertar algum sentimento.. ele era um ogro, não ia mudar. Ele sabia que ela era no fundo uma mocinha romântica se fazendo de uma princesa decidida autoconfiante, mas meu amigo.. de alguma forma misteriosa eles se completavam. Dizem por aí que estão juntos até agora vivendo uma história, não de amor, melhor, a história deles. Governam o mundinho particular… Estão felizes e não esperaram o final.

Ainda bem que não acreditamos em contos de fada. 

- Por Ego Inquietus

    • #text
    • #EgoInquietus
    • #Crônica
  • Há 4 meses
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Entre todas as conclusões que cheguei percebi que nada disso me levou à conclusão alguma. É como se eu soubesse que estou entrando numa fria sem saber, mas o pior é que eu sei.. o que torna a fria maior ainda.
Entretanto, por muitas vezes a fria se torna quente, bem quente. Sempre gostei de joguinhos e sempre soube jogá-los, mas pela primeira vez eu tive medo. O seu lado doce me tira do sério, não no sentido sedutor da coisa, mas de me irritar mesmo. Relaxa porque tenho a plena convicção que tenho o mesmo poder de te irritar quando falo que sei que não vai embora ou quando digo que é nos meus braços que você quer ficar.
O seu comportamento de boa moça com o meu de cafajeste tem grandes chances de dar errado e você sabe disso. Eu não sei ser cavalheiro e não, não vou te ligar no dia seguinte.. acho que você já percebeu. Não vou abrir a porta do carro, só quando estiver afim de dar uma volta e parar em uma rua deserta qualquer.
Se joga no meu colo, curte comigo, garota. Eu estou contigo, não estou? Estou?! Fica na dúvida porque assim o jogo fica mais interessante. Corresponda, perca o medo e nunca é cedo para fazer o que se tem vontade.
- Por Ego Inquietus  
View Separately

Entre todas as conclusões que cheguei percebi que nada disso me levou à conclusão alguma. É como se eu soubesse que estou entrando numa fria sem saber, mas o pior é que eu sei.. o que torna a fria maior ainda.

Entretanto, por muitas vezes a fria se torna quente, bem quente. Sempre gostei de joguinhos e sempre soube jogá-los, mas pela primeira vez eu tive medo. O seu lado doce me tira do sério, não no sentido sedutor da coisa, mas de me irritar mesmo. Relaxa porque tenho a plena convicção que tenho o mesmo poder de te irritar quando falo que sei que não vai embora ou quando digo que é nos meus braços que você quer ficar.

O seu comportamento de boa moça com o meu de cafajeste tem grandes chances de dar errado e você sabe disso. Eu não sei ser cavalheiro e não, não vou te ligar no dia seguinte.. acho que você já percebeu. Não vou abrir a porta do carro, só quando estiver afim de dar uma volta e parar em uma rua deserta qualquer.

Se joga no meu colo, curte comigo, garota. Eu estou contigo, não estou? Estou?! Fica na dúvida porque assim o jogo fica mais interessante. Corresponda, perca o medo e nunca é cedo para fazer o que se tem vontade.

- Por Ego Inquietus  

    • #text
    • #EgoInquietus
    • #Texto
  • Há 4 meses
  • 2
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Como ela consegue?
Como ela consegue retirar um sorriso bobo com tanta facilidade? Como ela consegue encarar um olhar? Como ela consegue responder uma implicância minha com uma esticada de canto de boca e um olhar maldoso? Como ela consegue fazer eu me sentir tão dela?
Entre tantos sorrisos e poucas palavras ela consegue. Ela vem, muda tudo, me deixa com o gosto da sua boca, olha com indiferença e pisca com segurança e depois vai embora como se nada tivesse acontecido. Como ela consegue ser tão fria?
Todo homem tem sua criptonita, mas a minha, meu irmão, é alta, cabelos lisos e decidida.. Decidida a me tirar do eixo, me fazer perder o controle. Ela fala com os olhos que por mais que eu diga que não abro mão de mim por ninguém eu abriria por ela e sabe qual é o pior? Abriria mesmo, não plenamente, não na minha essência, mas me rendo facilmente ao seu encanto. Ela é do tipo que não espera uma ligação no dia seguinte e só vai responder minha mensagem com dois dias de atraso só para eu ficar como um babaca olhando de duas em duas horas se a resposta chegou ‘e na boa?!’… muitas vezes nem chega.  Ela tem um lado doce e romântico para contrabalançar todo esse jeito, mas só usa em doses homeopáticas em anos bissextos. Ela é do tipo que bebe tequila sem sal e sem limão só para provocar enquanto eu fico na cerveja admirando toda aquela segurança. Essa garota veio de júpiter.
Não é caso de amor, é caso de loucura, vontade e proibido. É caso de distância, saudade, esquecimento e desapego. É caso de reencontro e apego novamente. Te pego, garota.
Nós somos como imã, às vezes nos atraímos e em outros momentos nos repelimos, convivemos muito bem com isso há bastante tempo, mas até quando? Até quando vamos conseguir? Será que ela consegue responder? Ela consegue. 
- Por Ego inquietus
View Separately

Como ela consegue?

Como ela consegue retirar um sorriso bobo com tanta facilidade? Como ela consegue encarar um olhar? Como ela consegue responder uma implicância minha com uma esticada de canto de boca e um olhar maldoso? Como ela consegue fazer eu me sentir tão dela?

Entre tantos sorrisos e poucas palavras ela consegue. Ela vem, muda tudo, me deixa com o gosto da sua boca, olha com indiferença e pisca com segurança e depois vai embora como se nada tivesse acontecido. Como ela consegue ser tão fria?

Todo homem tem sua criptonita, mas a minha, meu irmão, é alta, cabelos lisos e decidida.. Decidida a me tirar do eixo, me fazer perder o controle. Ela fala com os olhos que por mais que eu diga que não abro mão de mim por ninguém eu abriria por ela e sabe qual é o pior? Abriria mesmo, não plenamente, não na minha essência, mas me rendo facilmente ao seu encanto. Ela é do tipo que não espera uma ligação no dia seguinte e só vai responder minha mensagem com dois dias de atraso só para eu ficar como um babaca olhando de duas em duas horas se a resposta chegou ‘e na boa?!’… muitas vezes nem chega.  Ela tem um lado doce e romântico para contrabalançar todo esse jeito, mas só usa em doses homeopáticas em anos bissextos. Ela é do tipo que bebe tequila sem sal e sem limão só para provocar enquanto eu fico na cerveja admirando toda aquela segurança. Essa garota veio de júpiter.

Não é caso de amor, é caso de loucura, vontade e proibido. É caso de distância, saudade, esquecimento e desapego. É caso de reencontro e apego novamente. Te pego, garota.

Nós somos como imã, às vezes nos atraímos e em outros momentos nos repelimos, convivemos muito bem com isso há bastante tempo, mas até quando? Até quando vamos conseguir? Será que ela consegue responder? Ela consegue. 

- Por Ego inquietus

    • #text
    • #texto
    • #EgoInquietus
  • Há 4 meses
  • 1
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
“Ah, parece que existem muitas variações no namoro, especialmente nos primeiros estágios do relacionamento. Muitas zonas cinzentas, obscuras, de indefinição e mistério, e ninguém faz nenhuma pergunta. Os homens adoram essa fase porque é quando fingem que não estão namorando você pra valer. Fingem também que não são responsáveis pelos seus sentimentos. Quando convidamos alguém para sair, sem nenhum tipo de pressão, estamos tornando a coisa oficial: eu quero estar com você a sós para descobrir se temos um futuro romântico juntos (ou pelo menos fingir que presto atenção ao que você diz, enquanto tento descobrir se está usando uma cinta-liga). Caso você precise de mais pistas: geralmente se trata de uma ida a algum lugar público como teatro, cinemas, restaurantes e caminhar um pouco de mãos dadas.”

- Trecho do livro: Ele não está tão afim de você
View Separately

“Ah, parece que existem muitas variações no namoro, especialmente nos primeiros estágios do relacionamento. Muitas zonas cinzentas, obscuras, de indefinição e mistério, e ninguém faz nenhuma pergunta. Os homens adoram essa fase porque é quando fingem que não estão namorando você pra valer. Fingem também que não são responsáveis pelos seus sentimentos. Quando convidamos alguém para sair, sem nenhum tipo de pressão, estamos tornando a coisa oficial: eu quero estar com você a sós para descobrir se temos um futuro romântico juntos (ou pelo menos fingir que presto atenção ao que você diz, enquanto tento descobrir se está usando uma cinta-liga). Caso você precise de mais pistas: geralmente se trata de uma ida a algum lugar público como teatro, cinemas, restaurantes e caminhar um pouco de mãos dadas.”


- Trecho do livro: Ele não está tão afim de você

  • Há 4 meses
  • 1
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Página 1 de 12
← Mais recentes • Mais antigas →

Sobre

Textos: J. Guerra || Design: J. Abreu
  • RSS
  • Aleatório
  • Arquivo
  • Ask me
  • Celular

J Guerra.

Effector Theme by Pixel Union